O poder de escutar
- Nadine Bonavita
- 30 de nov. de 2017
- 1 min de leitura
Vivemos em uma época em que as pessoas aconselham umas às outras sem muitas vezes se envolverem na realidade do outro. Por mais que muitos profissionais se baseiam em teorias para fazer recomendações a seus pacientes, muitos deixam de escutar o que há por detrás do comportamento que leva ao diagnóstico. Tentativas equivocadas de “consertar” o que pode parecer disfuncional em uma criança por exemplo podem acabar interferindo no desenvolvimento da mesma se sua história de vida não é escutada. Mudanças podem acontecer quando simplesmente disponibilizamos tempo e atenção para escutar o outro.
A verdadeira forma de escutar advém da possibilidade de se abrir curiosamente ao desconhecido. Não basta apenas deixar o outro falar, mas sim estar presente de mente e corpo, lidando com seus próprios sentimentos e oferecendo uma sensação de segurança e conforto a quem fala sem julgamento. Nesse contexto o mais desafiador é estar consciente do que o conteúdo escutado acessa em você e saber manejar suas próprias reações. Pesquisas já demonstraram que uma escuta como essa favorece flexibilidade de pensamento, regulação de emoções, adaptação social e melhoria da saúde mental como um todo.



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